quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NUVEM PASSAGEIRA


Lá no alto passa uma nuvem clara como meus pensamentos.
Sonho-te como aquela nuvem, límpida, clara, passageira.
VOCÊ está acima de minha cabeça e de meus julgamentos.
Lá em cima só o vento a conduz e, por trás, nuvens em fileira.


Nos sonhos sonhados no imenso jardim da insônia, pasmado
e o padecimento é aceito, pois será que o amor não é perfeito? 
Nuvem, naquela nuvem o vento me lancina calado.
Sim... Ai de mim que sobrevivo sem o coração no peito. 


Como será o olhar da despedida, será por toda a vida?
O que se dirá da distância? Longe, longe, muito longe.
Nas nuvens vão os meus aforismos sem explicação polida.


Explicação de improviso de um amor-perfeito que se alteia.
Utopias de um sonhador, que pós-história torna-se um monge.
Nuvens, éter, passárgada tudo se perde com pés na areia...


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